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Santuários

S. Salvador do Mundo

S. João da Pesqueira
Conjunto de 9 pequenas capelas construídas a partir do século XVI, que se distribuem desde a base do monte até ao topo como uma Via Sacra, com esculturas representativas das Cenas da Paixão de Cristo. Do conjunto destaque para a 1ª capela que desde 1725 estava entregue aos franciscanos da vila, e o recheio da 5ª capela, do qual faziam parte anjos tocheiros do século XVIII, altares provenientes de outras igrejas, um púlpito trabalhado, ex-votos e, especialmente, uma pedra tumular romana e uma pedra com inscrições góticas.

Esta ermida foi fundada em 1594, por Gaspar da Piedade, que vindo de Jerusálem, passou por Roma, onde Clemente VIII lhe concedeu licença para erigir a ermida em acção de graças por se ter salvo de um naufrágio junto à ilha de Rodes.

Sobranceiro ao Santuário situa-se o Cachão da Valeira que até ao século XVIII constituía um entrave à navegabilidade do Douro, famoso por aqui ter falecido o barão de Forrester, quando viajava na companhia de D. Antónia Adelaide Ferreira. A sua destruição deve-se ao Secretário de Estado de D. Maria I, José de Seabra, tendo a obra sido entregue ao Padre António Camelo e ao engenheiro hidráulico José Maria Yola. As obras duraram 12 anos e custaram 50 contos e nela se gastaram centenas de barris de pólvora.

O primeiro barco pôde passar em 1789, com as obras ainda não finalizadas, o que só aconteceu em 1792, quando ali foi colocada uma lápide comemorativa. O Ermo tem associadas várias lendas entre as quais a da Fraga do Diabo (junto à 6ª capela), onde estão marcados os joelhos, cotovelos e chifres do Demo, que teve de fugir apressado num dia de sol. É da crença popular que todo o jovem que dê um nó com a mão esquerda numa giesta, ao subir ou descer o monte para a capela de Nossa Senhora da Penha, casará nesse ano. Esta capela estava ligada à devoção dos marinheiros.